quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Um Amor Feinho Como o da Adélia Prado

Ah... A Adélia é que me entende. Eu quero mesmo é um amor feinho!
É... Nada desses tanquinhos cobiçados por ai
Quero gente de verdade
Carne, osso, angustia... Felicidade!
Que cultive poesia além de músculos, que se emocione com um belo filme ou uma canção
Que tenha até acessos de raiva, afinal ninguém é de ferro
Mas sobretudo quero um amor feinho
Que esteja fora dos padrões e que seja suficiente,
Suficientemente bom para valer a pena ser cultivado.



"Eu quero amor feinho. Amor feinho não olha um pro outro. Uma vez encontrado, é igual fé, não teologa mais. Duro de forte, o amor feinho é magro, doido por sexo e filhos tem os quantos haja. Tudo que não fala, faz. Planta beijo de três cores ao redor da casa e saudade roxa e branca, da comum e da dobrada. Amor feinho é bom porque não fica velho. Cuida do essencial; o que brilha nos olhos é o que é: eu sou homem você é mulher. Amor feinho não tem ilusão, o que ele tem é esperança: eu quero amor feinho."

(Adélia Prado) 


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