Já dizia Rita Lee que mulher é um bicho esquisito que todo mês sangra. E é mesmo viu!
Se existe ser mais complicado eu desconheço. É certo que eu fico brincando e dizendo que se houver uma próxima encarnação quero ser homem pelas mil e uma vantagens que eu acho que eles têm. Mas a verdade mesmo é que gosto de ser o que sou. Este ser passional, esse amontoado de contradição, flor, abajour, cadeira, segurança, casa, tempestade, caderno, calmaria, música, TPM. E não estranhe a mistura entre sentimentos e objetos, porque é assim mesmo que funciona. Tudo misturado como na arte de Vik Muniz( Quem tiver curiosidade pode conferir um pouco do trabalho do artista aqui)
E pra encerrar o post de hoje mais um poema pra coleção desse blog.
Toda mulher é uma viagem ao desconhecido.
Igual poesia avessa ao verso e à trucagem,
Mulher é iniciação do dia, promessa, surpresa, miragem.
De nada adiantam mapas, guias, cenas ensaiadas ou pilhagens.
Ser controverso, mulher é
Via de mão única, abismo, moagem.
É também risco máximo, magia, caminho íngreme na paisagem.
Simplificando: mulher é linguagem, palavra nova, imagem que anistia o ser, o vir a ser e outras bobagens.
(Rubens Jardim)

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