terça-feira, 28 de maio de 2013

É Apenas Outra Chuva

Hoje eu queria a solução dos fracos
De quem se sente vítima do mundo e por isso se acha no direito:
De gritar minhas verdades,
De magoar e machucar quem eu penso ter me ferido,
De agir como a dona soberana da razão.
Gente escandalosa deve ser mais livre, talvez sofra menos
Gritar pode ser uma forma de se livrar das raivas, dessa sensação de injustiça e impotência
E era isso que  eu gostaria de ter feito...
Ao invés disso reuni o que me restava de forças e aqui  digito essas palavras
A verdade é que eu desisti!
Tenho medo das palavras e do quanto estas navalhas podem cortar
Quem tem suas feridas abertas  e a duras penas tenta cura-las não se sente bem ferindo outrem.
Tenho medo do perdão, da nova chance, de confirmar a minha teoria sobre a falta de cuidado
Era exclusivamente raiva, agora é mágoa e impotência que eu espero que não sejam cultivadas
Por fim é esperança de que eu não desista das coisas que acredito, porque em algum lugar desse meu coração cansado e imaturo, por baixo dessa grande confusão eu sei das respostas.




sexta-feira, 24 de maio de 2013

Poesia por Acidente

Só gente chata não tem confusão
Eu resolvi fazer as pazes com a contradição
Chamei pra tomar um café, pruma conversa...
Quando ela quiser ir embora as portas estarão abertas.

segunda-feira, 6 de maio de 2013


À Palo Seco
Belchior

Se você vier me perguntar por onde andei
No tempo em que você sonhava
De olhos abertos lhe direi
Amigo, eu me desesperava
Sei que assim falando pensas
Que esse desespero é moda em 73
Mas ando mesmo descontente
Desesperadamente eu grito em português
Tenho 25 anos de sonho e de sangue
E de América do Sul
Por força desse destino
O tango argentino me vai bem melhor que o blues
Sei que assim falando pensas
Que esse desespero é moda em 73
Eu quero que esse canto torto
Feito faca corte a carne de vocês




quinta-feira, 2 de maio de 2013


Bom... Devo ter ultrapassado minha cota de arte esses dias, o sarau de ontem me expôs a tanta coisa que acabou me deixando "tão a flor da pele que qualquer beijo de novela me faz chorar "♪♫ 
Passei o dia me perguntando porque a arte no geral me comove tanto, é um ponto fraco tão exposto, me torna tão vulnerável que nem sei como me defender. 
A trilha sonora do dia é uma canção que ouvi na voz do Wilson Simoninha, acho que através dela consegui me aproximar de uma explicação para o que sinto, é que a arte permite que nos reconheçamos. 


"tantos momentos
me fazem chorar
onde estou?
o que eu sou?"

Então é isso, ando cansada dos pesos que carrego. Não há crime e não há culpados é só aquela velha sensação de fraqueza, o cansaço de quem anda por uma estrada que parece não chegar a lugar nenhum. 

26 de Dezembro

por um instante
fecho meus olhos
e vejo o mundo parar
volto as lembranças
um gosto de infancia
que deixei passar
um riso distante
uma onda me leva
ao fundo do mar
mãos quentes e fortes
ensinam meu corpo a se levantar
lembro as paisagens
um abraço conforto
pareço tocar
um gesto um beijo
tantos momentos
me fazem chorar
onde estou?
o que eu sou?
se não pude acordar
um canto baixinho
uma voz um carinho
meu dispertar
agora entendo
se foi meu sorriso
que o homem levou
sinto as pessoas cheias de todo
e menos de amor
não vi tantas coisas
não fui tão incrivel
mais posso falar
me dê a mão
escute meu peito
a te acompanhar
abro meus olhos, enxugo meu rosto
vejo o tempo andar
eu quero viver
cada segundo deixa o mundo entrar
vocês me deram mais uma chance
pra que eu possa sonhar
e a toda manhã
olhar pra vocês e me apaixonar
vocês me deram mais uma chance
pra que eu possa sonhar
e a toda manhã
olhar pra vocês
e me apaixonar