quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

O Cinthilar da Interrogação

Você já se perguntou o que faz uma pessoa participar de sua vida?
Já reparou no privilégio que é ser convidado a fazer parte da vida de alguém?
Há quem diga que os encontros são completamente aleatórios, outros atribuem ao destino (uma espécie de rota traçada pelos deuses da qual não se pode fugir), ainda há aqueles que acreditam que Deus determina de algum modo as pessoas que cruzam conosco a estrada da vida e que somos nós (com base no livre arbítrio) que escolhemos quais delas devem ou não participar de nossas vidas. É a este ultimo grupo que pertenço.
Este mecanismo de participação é o que a Raposa de O Pequeno Príncipe chamou de cativar. Acho encantadora    a forma como um ser humano cativa outro. Em um dia determinada pessoa é só mais uma entre as 7 bilhões de outras que existem no mundo e de repente ela se torna tão especial que compartilha alegrias, tristezas, impaciências e até mesmo raivas com você. Pronto, aquele que antes fora um completo desconhecido é agora elemento importante em sua vida, parte de sua evolução.
Essa história de fazer escolhas é mesmo muito complicada e sublime. Que grande responsabilidade essa de decidir quem fica em nossa vida, não?! Se for do bem, se trouxer mais alegrias que tristezas ótimo. E do contrário? Abrir as portas de nosso coração e permitir a chegada de alguém é sempre um risco.
Cada ser tem seus critérios de escolha: Gostos, valores, sonhos, beleza e até mesmo a quantidade de dinheiro que determinada pessoa possui ( e que fique bem claro que não considero estes dois últimos critérios tão relevantes).Quais motivos te levam a impedir a aproximação de alguém? Há indícios reais de que esta aproximação não é saudável ou você está deixando seus medos e preconceitos falarem mais alto?
Não serei hipócrita ao ponto de negar que faz bem ao ego, e até ajuda na autoestima, perceber o interesse de alguém, descobrir que algo em você é capaz de proporcionar sensações boas a outrem. A verdade é que não estou acostumada e não sei lidar com situações como esta, a ideia de ser injusta, de deixar passar uma oportunidade assustam tanto quanto uma possível decepção.




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