domingo, 30 de outubro de 2011

Os Porquês da Vida

Todo mundo passa por dificuldades na vida, isso não é apenas privilégio meu. Seria muita pretensão  querer passar por ela sem obstáculos, sem dor e não é isso o que eu quero da minha, Deus sabe que não é.
Tenho tanto a agradecer: Uma família que acolheu a mim e ao meu irmão como verdadeiros filhos, 
oportunidade de estudar, a minha tão querida e como poso dizer... necessária ? ... É... definitivamente necessária dança. E tantas outras coisas que recebo de Deus não por merecimento, mas por suprema generosidade sua e que do alto de minha ingratidão não lembro de agradecer.
Acho que o momento mais difícil desses meus 23 anos foi perder meu anjo da guarda, a dona Veralú era realmente um ser de luz. Aprender a caminhar com as próprias pernas sem a sua benção e cumplicidade diária tem sido um verdadeiro desafio. 
Desde o Fatídico dia 06 de Janeiro de 2009 tenho experimentado os mais variados tipos de sentimentos, acho até que inventei uns que não existiam. Tenho direito de me sentir confusa. Um belo dia você acorda pensando que tudo estava como de costume, daí no meio de um passeio descobre que precisa voltar, que sua mãe estava no hospital e quando enfim chega em Campina percebe que a situação é um milhão de vezes pior do que você imaginava: A sua mãe, o seu anjo da guarda, foi assassinada, e o pior, pelo seu próprio pai! Meu mundinho desabou. Amor, Ódio, Saudade, Tristeza, Revolta, Pena e Medo se misturam numa salada de sentimentos e ainda que eu tentasse por séculos não conseguiria expressar em palavras.
Revendo fotos antigas me deparei com uma das fotos mais bonitas que já tirei. Estávamos em Monteiro-PB meu irmão, meu...Pai? (ainda não sei como mensioná-lo, desaprendi depois do acontecido) e eu. Foi um fim de semana de muitas alegrias. Mas este não é um relato da viagem, nem das risadas que demos, nem do almoço delicioso da mãe de Dominique. Pra falar a verdade ainda não sei bem porque comecei esse post, mas vou continuar escrevendo quem sabe eu descubro no final.

O que me chamou atenção hoje é que ao revê-la não tive ódio, amor, medo ou qualquer outro sentimento, pelo menos nenhum desses que têm nome e sintomas conhecidos. Não sei se gostei ou não do que vi. Eu apenas vi. Não... eu também me surpreendi com essa "ausência" de sensações. Em outras ocasiões apenas por lembrar da existência desse pai meu coração disparou e um terror imenso dominou meu corpo e mente. Não faz muito tempo que eu falei sobre isso aqui mesmo em http://cinthilar.blogspot.com/2011/09/como-pode-acho-que-viver-e-assim-mesmo.html . 
Acho que é isso, mais um daqueles dias em que eu pergunto porque aconteceu comigo, não mais por revolta hoje apenas curiosidade.
Sem mais.

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